EM SAPÉ – Servidora Pública pede ajuda para salvar 25 gatos do sacrifício

EM SAPÉ – Servidora Pública pede ajuda para salvar 25 gatos do sacrifício

Gatos estariam com esporotricose e podem ser sacrificados caso o tratamento não seja mantido

A servidora pública Maria Aparecida Valéria da Silva mora com 02 cães e 29 gatos aos quais chama de filhos e terá que tomar uma decisão dolorosa nos próximos dias: tratar os animais ou ter que sacrificá-los, já que alguns animais estariam com esporotricose, uma micose que pode afetar animais e humanos. Há tratamento para a micose e o diagnóstico dos animais pode ser feito na maioria das clínicas veterinárias.

Aparecida disse que já teve que sacrificar quatro gatos e ainda restam 25. Ela vem mantendo o tratamento dos bichanos há um mês, gastando em torno de R$ 50,00 por dia para comprar duas caixas do remédio Itraconazol, cada caixa com 15 ampolas. O tratamento dura em média três meses. “Meu salário de agente administrativo não dá para manter o tratamento, assim eu peço ajuda aos amigos que já estão me ajudando a manter o tratamento, mesmo assim não está dando para continuar e eu queria ajuda para não ter que sacrificar meus filhinhos”, disse Aparecida em tom de desespero. Além dos animais que cria em casa, ela ainda alimenta cães e gatos de rua.

Maria Aparecida disse que mora sozinha com seus animais e todos são bem tratados, mas que ela não teve como evitar que alguns de seus gatos contraíssem a doença e tenta de todas as formas manter o tratamento receitado por um veterinário, mas suas condições financeiras não suportam o custo e ela pede ajuda a quem possa se sensibilizar com a causa. “Amanhã irei pedir ajuda ao poder público e continuar pedindo a colaboração das pessoas sensíveis. Já tive que sacrificar quatro gatos, queria salvar o restante, mas não consigo fazer isso sozinha.”, lamentou.

A servidora disse que quem quiser ajudar no tratamento pode doar o remédio, que, segundo ela, pode ser adquirido em qualquer farmácia sem receita, ou ainda pode colaborar com ração. “Nunca faltou nada para meus animais, mas diante dessas dificuldades estou aceitando doações do remédio Itraconazol e até ração. Não queria me separar dos meus animais, mas para salvá-los aceito até doar alguns, desde que sejam diagnosticados em perfeita saúde para não contaminar ninguém. Faço qualquer coisa para salvar meus filhinhos.”, disse Aparecida que trabalha em uma escola pública estadual em Sapé.

Quem quiser ajudar Maria Aparecida e seus “filhinhos” pode entrar em contato através do WhatsApp (83) 9.8787-4022.

Esporotricose: pesquisadores esclarecem sobre a doença, que pode afetar animais e humanos

Causada pelo fungo Sporothrix schenckii, a esporotricose é uma micose que pode afetar animais e humanos. Há tratamento para a micose, e o diagnóstico dos animais já pode ser feito na maioria das clínicas veterinárias. Por isso, não abandone, maltrate ou sacrifique o animal com suspeita da doença. Procure o tratamento adequado e se informe sobre os cuidados que deve ter para cuidar de seu animal sem colocar em risco a própria saúde. São essas algumas das orientações dos veterinários que estudam o agravo.

Quais são os principais sinais clínicos e sintomas da esporotricose?

Nos gatos, as manifestações clínicas da esporotricose são variadas. Os sinais mais observados são as lesões ulceradas na pele, ou seja, feridas profundas, geralmente com pus, que não cicatrizam e costumam evoluir rapidamente. A esporotricose está incluída no grupo das micoses subcutâneas.

A esporotricose atinge quais animais? Como é o contágio?

Embora a esporotricose já tenha sido relacionada a arranhaduras ou mordeduras de cães, ratos e outros pequenos animais, os gatos são os principais animais afetados e podem transmitir a doença para os seres humanos. O fungo causador da esporotricose geralmente habita o solo, palhas, vegetais e também madeiras, podendo ser transmitido por meio de materiais contaminados, como farpas ou espinhos. Animais contaminados, em especial os gatos, também transmitem a doença, por meio de arranhões, mordidas e contato direto da pele lesionada.

A esporotricose se manifesta em humanos?

Sim. O homem pega o fungo geralmente após algum pequeno acidente, como uma pancada ou esbarrão, onde a pele entra em contato com algum meio contaminado pelo fungo. Por exemplo: tábuas úmidas de madeira. Outra forma de contágio são arranhões e mordidas de animais que já tenham a doença ou o contato de pele diretamente com as lesões de bichos contaminados. Mas, vale destacar: isso não significa que os animais doentes não devam ser tratados, pelo contrário. A melhor solução para evitar que a doença se espalhe é cuidar dos animais doentes, adotando, para isso, algumas precauções simples, como o uso de luvas e a lavagem cuidadosa das mãos.

Como é possível identificar a esporotricose em humanos?

A doença se manifesta na forma de lesões na pele, que começam com um pequeno caroço vermelho, que pode virar uma ferida. Geralmente aparecem nos braços, nas pernas ou no rosto, às vezes formando uma fileira de carocinhos ou feridas. Como pode ser confundida com outras doenças de pele, o ideal é procurar um dermatologista para obter um diagnóstico adequado.

Os gatos podem transmitir esporotricose para as pessoas?

Sim, por meio de arranhões, mordidas e contato direto com a lesão. Por isso é importante que o diagnóstico seja feito rapidamente e que o animal doente receba o tratamento adequado. Animais doentes não devem nunca ser abandonados. Se isso acontecer, eles vão espalhar ainda mais a doença. Caso suspeite que seu animal de estimação está com esporotricose, procure um médico veterinário para receber orientações sobre como cuidar dele sem correr o risco de ser também contaminado.

É possível que um gato doente contamine outros animais que convivem no mesmo ambiente, como uma casa, quintal ou apartamento?

Sim. Por isso é aconselhável isolar o gato do contato com outros animais, separando-o num ambiente próprio, para que receba os cuidados de que necessita sem comprometer a saúde dos outros bichos da casa. Outro cuidado muito importante: em caso de morte do animal com esporotricose, é essencial que o corpo seja cremado, e não enterrado. Isso porque a micose pode se espalhar pelo solo, espalhando a doença entre outros animais.

Que cuidados podem evitar a transmissão?

Uma boa higienização do ambiente pode ajudar a reduzir a quantidade de fungos dispersos e, assim, novas contaminações. É também importante não manusear demais o animal, usar luvas e lavar bem as mãos. Em caso de morte dos animais doentes, não se deve enterrar os corpos, e sim incinerá-los, para evitar que o fungo se espalhe pelo solo.

Qual o tratamento indicado para gatos? E para humanos?

O tratamento recomendado, na maioria dos casos humanos e animais, é o antifúngico itraconazol, que deve ser receitado por médico ou veterinário. A dose a ser administrada deve ser avaliada por esses profissionais, de acordo com a gravidade da doença. Mas, dependendo do caso, outros fármacos podem ser usados. Reforçamos: a administração do medicamento só deve ser feita após avaliação médica ou veterinária.

Como conseguir o medicamento? A Fiocruz oferece gratuitamente?

É possível comprá-lo em farmácias de todo o país.

Quanto tempo dura o tratamento?

Dependendo do caso, o tratamento pode durar meses ou mais de um ano. É muito importante que o tratamento seja seguido à risca.

É contagiosa apenas por contato ou o fungo também pode ser transmitido pelo ar?

A transmissão do fungo através da inalação é possível, mas é rara.

Já existe ou está sendo desenvolvida alguma vacina contra a esporotricose?

Não existe vacina contra a esporotricose, mas alguns estudos vêm sendo desenvolvidos.

Existe transmissão entre humanos? Ou seja: uma pessoa com esporotricose pode transmiti-la para outra?

Não há registros de casos deste tipo de transmissão. Pelo que se sabe, as pessoas só contraem a doença pelo contato com meios ou animais contaminados.

Da Redação do Portal GPS com informaçõe técnicas da Fiocruz.

Redação GPS

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