ESTICANDO A CORDA – Prefeito de Sapé pode ser afastado do cargo por improbidade administrativa e “pedaladas fiscais”

ESTICANDO A CORDA – Prefeito de Sapé pode ser afastado do cargo por improbidade administrativa e “pedaladas fiscais”

“Tropa de choque” do governo tem Maria Luíza na linha de frente e Normandinho na retaguarda, ambos condenados por corrupção

A sessão desta quinta-feira (16) promete um grande embate entre vereadores da base de sustentação do prefeito Sidnei Paiva (Podemos) e o denominado G8, formado por vereadores da bancada independente e pelas as duas vereadoras de oposição. Em pauta, a apreciação do veto do Executivo à emenda votada na Câmara que modifica a nova legislação da previdência municipal.

O prefeito enviou à Câmara Municipal um projeto de Lei alterando a legislação previdenciária do município e, entre as principais mudanças, estão a elevação das contribuições previdenciárias dos servidores públicos municipais efetivos de 11% para 14% e a elevação do tempo de contribuição da categoria.

O projeto do Executivo foi alterado por uma emenda do Legislativo, que atendeu em às reivindicações da categoria e implantou a alíquota progressiva fazendo outras modificações no projeto original do prefeito Sidnei Paiva.

O prefeito então vetou a emenda do Legislativo e, contrariando todos os preceitos legais, publicou a lei na íntegra, sem a emenda e sem aguardar a votação final do veto na Câmara Municipal. O fato de o prefeito ignorar a existência do Legislativo no trâmite da aprovação do projeto incorre em descumprimento da lei e pode levar a um processo de cassação do prefeito.

Suplementação orçamentária

Outro ponto de embate entre o Executivo e o Legislativo é o pedido de suplementação do governo ao orçamento público. O prefeito quer uma autorização do Legislativo para abrir crédito suplementar até o percentual de 40% do total das despesas fixadas na Lei Orçamentária para este ano. Os vereadores se dizem dispostos a aprovar a suplementação, mas querem que o Executivo especifique as rubricas, relatando as fontes dos recursos e a destinação. Os vereadores dizem que não vão aprovar um “cheque em branco” para o prefeito.

Além de não especificar as movimentações orçamentárias, o pedido de suplementação do Executivo sapeense também não está em conformidade com a Lei Orgânica do Município e com a Constituição Federal. O prefeito quer que a suplementação tenha efeitos retroativos a 1 de junho deste ano, o que gera desconfiança dos vereadores de que o Chefe do Executivo já tenha suplementado o orçamento sem a autorização do Legislativo, o que já está sendo chamado no município de “pedaladas fiscais” o que também poderia implicar em afastamento do prefeito.

Tropa de choque

O prefeito Sidnei Paiva preferiu não admitir as falhas legais, administrativas e a falta de planejamento e decidiu partir para guerra recrutando para a linha de frente a ex-prefeita Maria Luíza do Nascimento e, na retaguarda, o ex-secretário de finanças, Normando Paulo (Normandinho) ambos condenados por corrupção pela Justiça e com contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB).

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) chegou a recomendar a exoneração de Normandinho do cargo de secretário municipal de Finanças devido a duas condenações por improbidade administrativa. Como Normandinho também é funcionário público do Estado, o prefeito Sidnei Paiva atendeu às recomendações do MPPB, mas solicitou Normandinho ao Estado.

O governador João Azevêdo, atendendo ao pedido de Sindei Paiva, colocou Normandinho à disposição da Prefeitura de Sapé. O ato foi publicado no Diário Oficial do Estado da Paraíba do último dia 7 de setembro. Normandinho é responsável por parte do descontrole da execução do orçamento público da prefeitura de Sapé, já que passou o primeiro semestre desse ano como secretário de Finanças. A falta de planejamento e de critérios na escolha de prioridades levou o orçamento municipal a necessitar de suplementação.

Com um corrupto na linha de frente e outro na retaguarda, o prefeito Sidnei Paiva tenta convencer a população que a Câmara deve aprovar uma suplementação sem especificações das dotações, de que deve aumentar alíquotas de contribuição dos servidores sem estudo atuarial e de que pode publicar uma lei sem a tramitação no Legislativo.

A ex-prefeita Maria Luiza passou toda o dia de hoje (15) em cima de um carro de som agredindo vereadores e o presidente da Câmara Municipal, Abraão Júnior (Podemos), convocando à população a se fazer presente na sessão da Câmara na manhã desta quinta-feira(16)

Por Jorge Galdino – Jornalista.

Redação GPS

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