Mário Hélio será empossado na APL dois anos após ingressar na Academia Pernambucana de Letras. Solenidade terá apresentação da Banda Santa Cecília
O jornalista e escritor sapeense Mário Hélio Gomes de Lima toma posse na Academia Paraibana de Letras (APL) na próxima sexta-feira (31). A cerimônia será realizada a partir das 18h, no Convento de São Francisco, no Centro Histórico de João Pessoa. Desde 2024, Mário Hélio também integra a Academia Pernambucana de Letras. A sede da APL abriga ainda o Memorial Augusto dos Anjos, dedicado a outro importante escritor nascido em Sapé.

A solenidade contará com apresentação da Banda de Música Santa Cecília, de Sapé. O grupo vai executar o Hino Nacional Brasileiro e músicas populares com arranjos clássicos.

O presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado da Paraíba (Sindjor-PB), Jorge Galdino, parabenizou o mais novo imortal da APL. “É com muito orgulho que temos mais um jornalista no seleto grupo de imortais da Academia Paraíba de Letras. Nossos parabéns a Mário Hélio por mais este reconhecimento pelo seu trabalho dedicado à cultura, à literatura, ao jornalismo e às letras, mostrando o talento dos filhos de Sapé, essa terra que escolhi para viver”, disse Galdino.
Natural de Sapé e radicado no Recife, Mário Hélio é reconhecido nacionalmente como um dos principais intelectuais nordestinos. Ele ocupará a cadeira nº 15 da Academia Paraibana de Letras, antes pertencente ao mestre das artes gráficas Chico Pereira. Candidato único, o escritor foi eleito com 32 votos entre os 33 acadêmicos que participaram da votação na sede da instituição.

Mário Hélio (ao centro), ladeado pelos acadêmicos José Nunes (à esquerda) e Ramalho Leite (à direita) – presidente da APL.
Mário Hélio nasceu em Sapé, em 1965. Jornalista, poeta e professor, é mestre em História pela Universidade Federal de Pernambuco e doutor em Antropologia pela Universidade de Salamanca, na Espanha.
O autor tem vários livros publicados. Sua produção transita entre a prosa e a poesia, com temas ligados à antropologia, à sociologia e à reportagem biográfica. Entre suas obras está “Armando Monteiro Filho: Flashes da vida e do tempo”, biografia do ex-ministro e empresário pernambucano.
Entre os títulos de destaque estão “O Recife melhor do que Paris”, “Cícero Dias – Uma vida pela pintura”, “Livrório/Opus Zero”, “Brasil profundo, Espanha Negra” e “Casa-Grande e Senzala” – O livro que dá razão ao Brasil mestiço e pleno de contradições. Mário Hélio também assinou trabalhos sobre Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto e outros nomes do modernismo. Sua obra mais recente é “Mosaico Paraibano” (2026), publicada pela Editora Arribaçã, de onde foram extraídas informações biográficas.
Além de repórter e colunista de literatura, Mário Hélio foi curador literário da Fliporto, coordenador-geral da Editora Massangana e diretor de Memória, Educação, Cultura e Arte da Fundação Joaquim Nabuco. Ele também é membro do Pen Club Brasil, entidade de escritores fundada no Rio de Janeiro, e da Associação Espanhola de Antropologia Aplicada.
Academia Paraibana de Letras

A Academia Paraibana de Letras é uma das principais instituições culturais da Paraíba. Fundada em 1941, a entidade tem 85 anos de atuação na valorização do patrimônio intelectual do Estado. Inicialmente, a APL contava com 11 cadeiras, número que depois foi ampliado para 30.
Em 1959, uma reforma nos estatutos criou mais 10 cadeiras, fixando o total em 40. A sede própria da instituição fica na Rua Duque de Caxias, no Centro Histórico de João Pessoa, e reúne a Biblioteca Álvaro de Carvalho, o Memorial Augusto dos Anjos, o auditório e as áreas administrativas.
Academia Pernambucana de Letras
Eleito em 12 de junho de 2023 e empossado em abril de 2024, Mário Hélio também é imortal da Academia Pernambucana de Letras. Na instituição, ele ocupa a cadeira 24, que tem Joaquim Nabuco como patrono. A vaga era do médico, ator e teatrólogo Reinaldo de Oliveira, morto em 2022. Terceira casa literária do Brasil, a Academia Pernambucana de Letras foi fundada em 26 de janeiro de 1901 por Carneiro Vilela e outros escritores.
Da redação do Sindjor-PB com informações das Academias de Letras da Paraíba e Pernambuco.
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