Contra “Mião de Araçagi” havia mandado de prisão de 30 anos de reclusão em regime fechado. Em Sapé, criminoso tinha mandado expedido por tráfico de drogas
Por Jorge Galdino – Jornalista
O traficante paraibano Damião Barbosa de Lima, de 50 anos, mais conhecido na região de Sapé como “Mião de Araçagi”, foi preso nessa terça-feira (28) durante uma megaoperação policial contra o Comando Vermelho (CV) realizada no Rio de Janeiro. Damião estava sendo procurado pela justiça paraibana com condenação de 30 anos de reclusão em regime fechado.
A ação policial, considerada a mais letal da história do estado do Rio de Janeiro, deixou, até agora, 64 mortos e 81 presos nos complexos do Alemão e da Penha. A informação foi confirmada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco). A Polícia Civil está monitorando as atividades do grupo criminoso no estado para evitar uma possível fuga de integrantes da facção para a Paraíba.
O traficante exercia influência principalmente na cidade de Araçagi, no Brejo da Paraíba. Contra ele, havia dois mandados de prisão em aberto. Um expedido em Sapé, por tráfico e associação para o tráfico, com pena de 5 anos, 6 meses e 19 dias de reclusão, em regime fechado e 1500 dias-multa, e outro em João Pessoa, por tráfico, associação e roubo qualificado, com condenação de 30 anos de reclusão em regime fechado.
Em Sapé, na ação judicial originária, foram denunciadas 61 pessoas, inclusive “Mião de Araçagi”, que teve sua prisão preventiva decretada no dia 9 de julho de 2010. A época, a defesa pedia a revogação da medida, alegando que não houve fundamentação e Damião estaria sofrendo constrangimento ilegal, pedido que foi negado pela Câmara Criminal ao analisar o Habeas Corpus nº 035.2010.001484-0/002.
O esquema foi desvendado a partir de investigações da ‘Operação Quark’, cujas interceptações telefônicas autorizadas permitiram identificar uma rede complexa (mais de 60 pessoas), que abarcava o abastecimento do mercado de drogas ilícitas em toda a Paraíba. As substâncias eram provenientes de outros estados da Federação e negociadas por presidiários, que comandavam o tráfico por meio de ligações telefônicas.
De acordo com o delegado Diego Beltrão, Damião Barbosa integrava a alta cúpula do Comando Vermelho na Paraíba e era ligado diretamente ao líder da facção no estado. Ele estava foragido no Rio de Janeiro, e a inteligência policial paraibana já monitorava sua movimentação em comunidades cariocas.
Da Redação do Portal GPS, com informações da Draco e TJ-PB.
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