Em Sapé, agências também aderem à paralisação. Categoria cobra reposição integral da inflação mais 5% de aumento real sobre salários e demais verbas
Por Jorge Galdino – Jornalista
Bancários de todo o país paralisam as atividades por 24 horas nesta quinta-feira (20). A mobilização foi confirmada pelo Comando Nacional dos Bancários após impasse nas negociações com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Em Sapé, os bancários também aderem ao movimento e as agências terão atendimento ao público paralisado.
Segundo as entidades que representam os trabalhadores, a Fenaban retirou propostas já rejeitadas pela categoria e não apresentou um índice de reajuste salarial na última rodada de negociação. O encontro, realizado em 13 de agosto, concentrou o impasse principalmente nas cláusulas econômicas.

A proposta em discussão previa reajustes distintos por faixa salarial e congelamento do piso de ingresso. A categoria, por outro lado, reivindica reposição integral da inflação mais 5% de aumento real sobre salários e demais verbas.
A pauta também inclui valorização da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), do vale-alimentação e do vale-refeição, além da manutenção do modelo atual da PLR, da Convenção Coletiva nacional e dos direitos já conquistados pela categoria.
De acordo com representantes dos trabalhadores, mais de 50 mil bancárias e bancários aprovaram a paralisação em assembleias realizadas em todo o país. A decisão foi tomada na segunda-feira (17), quando os sindicatos orientaram a categoria sobre a mobilização.
Os locais de trabalho não serão fechados automaticamente. A adesão depende da participação organizada dos bancários e bancárias. Para quem trabalha em home office, a orientação sindical é não acessar o sistema do banco e não registrar o ponto.

Durante a paralisação, dirigentes sindicais devem acompanhar a mobilização em diferentes locais, orientar os trabalhadores e prestar esclarecimentos. As entidades afirmam que os bancos não podem adotar medidas que restrinjam a organização da categoria ou a atuação sindical.
Entre as práticas consideradas antissindicais estão ameaças, intimidações, coação para impedir a participação dos trabalhadores, retaliações por atividade sindical, obstáculos à atuação de representantes sindicais e assédio relacionado à mobilização da categoria.
O dia de trabalho pode ser descontado, especialmente nos casos em que o ponto não for registrado. Segundo as entidades, o tema ainda deverá ser discutido e definido na mesa de negociação com os bancos.
Da redação do Portal GPS.
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